World's Most Dangerous Places
        bang!
Robert Young Pelton esteve em mais de 80 países, tentando ver com seus próprios olhos as causas e conseqüências dos maiores conflitos do mundo. Leia aqui as respostas de um viajante viciado em perigo.
fotos copyright © Robert Young Pelton

 

Qual é a pergunta mais frequente em suas entrevistas?
Geralmente me perguntam qual é o lugar mais perigoso do mundo, ou onde tive mais medo. Jornalistas sempre querem ir direto ao extremo, ou "mais radical" para evitar as perguntas básicas que os fariam entender melhor as situações. O lugar mais perigoso que eu estive foi em Grozny (Chechênia), com os rebeldes durante o bombardeio russo. Observadores contaram sete mil impactos de bombas por hora (Stalingrado teve 6000 e é uma cidade muito maior). Essa é, portanto, a única medida quantitativa do perigo que encontrei.

De que maneira o fato de você ter freqüentado a St. John’s (escola para meninos considerada a mais dura da América) influenciou ou ajudou seu futuro e sua carreira?
Ensinou-me que as dificuldades fazem parte do dia a dia e que não há limites para o aprendizado e/ou crescimento.

Ser casado e ter uma família esperando em casa seriam a "combinação ideal de proteção" para as viagens a lugares perigosos?

Sem uma vida normal eu acho que seria considerado anormal. Acho que essa é uma das razões pela qual posso ser tão racional e quem sabe até pensativo em zonas de guerra.

        bang!

Como a sorte o tem te ajudado a permanecer vivo? Em Uganda, após sobreviver a um atentado a bomba que explodiu onde você estava minutos antes, você acredita que "algo" o fez levantar e sair dali ou você atribui isso "simplesmente" à sorte? Quanto disto é uma espécie de instinto e esse sentimento é algo em que você aprendeu a confiar?
A sorte é algo intangível mas uma realidade estatística. Você não pode chamar de sorte ser o alvo de um atentado a bomba (se eu tivesse ganho na loteria poderia ser!). Também penso que você acaba desenvolvendo um instinto relativo à natureza humana e consegue perceber quando há algo errado. É claro que você só tem direito a um erro.


Antes das viagens perigosas, você trabalhou com marketing. Você esteve envolvido no lançamento do Macintosh?
Eu trabalhei como designer e produtor para empresas de multimídia que faziam lançamentos de produtos. Primeiramente, a Apple nos contratou para lançar o Lisa, sendo que após a minha mudança de empresa a Apple me contratou para trabalhar no lançamento do Macintosh. Eu trabalhei diretamente com Steve Jobs e a equipe da Apple, mas obviamente não posso levar crédito pelo hardware ou pelos conceitos. Jobs e eu somos muito parecidos em temperamento, idade e visão do mundo, então batíamos cabeças gentilmente.

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