Acampamento

Com uma variação de maré de até sete metros na vertical, o local de acampamento era uma escolha crucial todos os dias. Qualquer erro na escolha poderia significar acordar no meio da noite sob inundação, ou no melhor dos casos, a mais de quinhentos metros do mar pela manhã com a maré baixa. Devido ao olfato apuradíssimo dos ursos, nem um alimento ou produto de higiene pessoal podia ficar nas barracas. Utilizamos sacos de dormir para temperaturas negativas, feitos de fibras sintéticas que mantem o calor mesmo quando molhadas, qualidade essencial em um clima úmido e chuvoso, e em uma viagem de caiaque. O isolante térmico nos dava um comforto adicional, mantendo-nos secos e afastados da baixa temperatura e umidade do solo. Inflável, ao invés do tipo mais comum, de espuma, tem um volume menor, permitindo um melhor aproveitamento do volume de carga limitado nos caiaques. As barracas, normalmente utilizadas em expedições de alta montanha, foram escolhidas por suportar ventos acima de 80 km por hora que são frequentes na região. O momento mais confortável do dia era entrar no saco de dormir e apagar, exausto pelo esforço da remada. O mais duro era levantar pela manhã e desmontar tudo, carregar os caiaques até a linha d'água, e encarar o frio novamente.

 

 

 

 

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